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    Andando por todos os cantos...



    Hoje acordei querendo conversar comigo mesma, então isso hoje vai render um papo...

    Sempre que um ano se acaba a gente fica recordando das coisas que viveu, dos dias passados e do que queremos para o futuro...
Mania besta de querer se antecipar à vida.
Mas eu pelo menos sou assim, não tem muito jeito.
2009 foi um ano bom para mim, vivi MUITA coisa, conquistei outras tantas, se fosse para intitular o ano colocaria o título de "Ano das conquistas profissionais".
Por que neste aspecto, não posso negar, foi muito bom para mim, é claro que em alguns outros não posso dizer o mesmo, mas a vida é cheia disso não? Altos e baixos... Não fui menos feliz decerto, mas se a gente quantificar conquistas, fica mais fácil exemplificar. Suponhamos que eu tenha tido 100 conquistas ao longo de 2009, 90 dessas conquistas foram profissionais, não foi algo "equilibrado" em várias áreas entende? Assim como 2008 para mim foi um ano muito mais emocional do que qualquer outra coisa. Não, não são só conquistas emocionais que faltam, faltam conquistas pessoais, acadêmicas (principalmente), de saúde, de amizade, de um mundo melhor até.
Não sei bem o que será de 2010, algumas coisas são um tanto nebulosas para mim. Vejo algumas coisas como mais "urgentes" que outras, sinto uma necessidade enorme em resolver 2 ou 3 aspectos.
As vezes acho que devo ter calma, depois acho que tenho que resolver logo.
Sei que qualquer decisão deve partir de mim, mas confesso que está difícil decidir... Aliás... BEM difícil, sabe quando você sente que nunca tomou uma decisão tão difícil? Estou assim.

    Sabe qual a minha vontade as vezes? Não tomar decisão nenhuma, apenas viver e deixar que a vida fosse me levando... Fazer outras coisas. Sei que esse tipo de vontade é fuga. E que fugir não adianta.

    Tive uma conversa com um amigo por esses dias e ele me disse: "Você pode fazer tudo! Tem o mundo nas mãos, é só escolher o que você quer..."

    Parece ironia, mas acho que quanto mais opções a gente tem, mais difícil é a decisão a ser tomada. Aí vem essa pane, essa vontade de não fazer nenhuma das opções, renegar. risos. Fugas... ai, ai.

    Na minha busca por respostas encontrei alguns textos, gostei do trecho a seguir "Realizar escolhas não é tarefa fácil. Mesmo quando uma escolha parece simples e corriqueira, ainda assim o processo é complexo. Porque escolher significa abrir mão de uma série de outras possibilidades não escolhidas; escolher implica na elaboração de um luto."

     

    Três Coisas

    (Fernando Sabino)

    De tudo ficaram três coisas:

    A certeza de que estamos começando,

    A certeza de que é preciso continuar e

    A certeza de que podemos ser interrompidos 

    antes de terminar.

    Fazer da interrupção um caminho novo,

    Fazer da queda um passo de dança,

    Do medo uma escola,

    Do sonho uma ponte,

    Da procura um encontro.

    E assim terá valido a pena existir. 



    Escrito por Tamires E. Viana às 22h27
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    Até quando?

    Senti uma vontade irrefreável de vir até este espaço hoje.

    Até quando vou permitir que ele afete a minha vida, que me deixe pensando nele e planejando situações para encontrá-lo e mostrar como estou bem, conversar com ele, acho que ainda sobra aquele desejo oculto de que ele volte correndo e diga: errei, você é a mulher da minha vida. Mesmo sabendo que eu não sou! E que ele definitivamente não é o homem da minha vida!

    Acho que preciso seguir os conselhos do Fê: "Nada como um novo amor para esquecer um velho amor..."

    Quem dera fosse simples assim, virar um botão... Não é. E sei também que não é simples por que eu complico. Mas aí alguém podera perguntar: Se você sabe de tudo isso, por que você ainda sofre? Por que eu devo gostar de sofrer, não é possível.

     

     



    Escrito por Tamires E. Viana às 23h32
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    Só por essa noite.

    Hoje eu quero sair só. Se você quer me seguir não é seguro, vem ca me deixa fugir prum quarto escuro. Eu não posso ficar, me beija a boca... Já deu minha hora e eu tenho que ir pra rua! (minha versão para a música abaixo).

     

    Se você quer me seguir

    Não é seguro

    Você não quer me trancar
    Num quarto escuro
    Às vezes parece até
    Que a gente deu um nó
    Hoje eu quero sair só...

    Você não vai me acertar
    À queima-roupa
    Vem cá, me deixa fugir
    Me beija a bôca
    Às vezes parece até
    Que a gente deu um nó
    Hoje eu quero sair só...

    Não demora eu tô de volta
    (Tchau!)
    Vai ver se eu tô lá na esquina
    Devo estar!
    (Tchau!)
    Já deu minha hora
    E eu não posso ficar
    (Tchau!)
    A lua me chama
    Eu tenho que ir prá rua
    (Tchau!)
    A lua me chama
    Eu tenho que ir prá rua...

    Hoje eu quero sair só!

    Não demora eu tô de volta.



    Escrito por Tamires E. Viana às 19h45
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    Poucas Palavras.

    Por que é que a gente se preocupa tanto com algumas coisas em algumas situações

    Como agir, como falar, como reagir.

    Semana passada levei 4 horas para elaborar um sms. Mas depois de redigido tive certeza de que foi impecável.

    Por que essa preocupação com a perfeição? Com ficar dentro da linha, com não errar?

    Nesta situação em que eu vivi especificamente, foi parte de uma estratégia, e as estratégias sempre são em prol de um objetivo. Por conta de algo que a gente quer conseguir/conquistar.

    Acho que por isso a busca por perfeição... Para chegar onde se quer. Só fico me perguntando qual o mal da imperfeição? Se tudo não passa de prefixo, por que é que a gente não pode chegar onde deseja sendo imperfeito, cometendo erros...

    Bom, hoje é feriado, dia de sol, dia de estar com os bem quistos! Vamos então ao #Feriadocomasamigas

     

     

     



    Escrito por Tamires E. Viana às 16h13
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    Aviso aos tripulantes: O piloto enlouqueceu.

    Essa frase me veio como memória de uma reportagem que mostrava que piloto e co-piloto esqueceram de pousar o avião, 1h passada do local de destino os comissários avisaram os pilotos.

    O mundo tá mesmo perdido.



    Escrito por Tamires E. Viana às 14h27
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    Recomeço. =D

    Não se excesso de trabalho, se por desatenção ou se por preguiça mesmo, mas o fato é que a minha vida virtual anda beem off-line.

    Acho que isso também faz parte do novo momento em que esta a minha vida "real". Ando me fazendo novas perguntas, vivendo novos dias, questionando decisões. Não sei se o termo mais correto seria me encontrando, apesar de que a gente se encontra todos os dias, o tempo todo.

    Já perdi as contas de quantas vezes me reinventei.

    Profissionalmente, tinha optado pelas panelas por que queria fazer algo que mexesse com as pessoas (e acho até que ainda vou viver o dia em que abrirei as portas do meu restaurante, mas isso, por hora é sonho...), depois resolvi optar pelas minhas habilidades, aquilo que eu fazia bem. Hoje tenho visto tudo por um angulo diferente. Que me obriga a questionar, a filosofar... As vezes vejo que o que eu quero pra mim nesse aspecto é o mesmo que eu queria aos 12 anos... Engraçado como o mundo dá voltas.

    As vezes tudo que a gente precisa é ouvir a criança que fala dentro.

    Vou chegar lá! Tenho certeza.

    Engraçado, tudo sempre de alguma forma se encaminha...

    Quero voltar a escrever, sinto falta disso. Quero sair, sorrir, cair, sofrer, tentar, me apaixonar, me decepcionar, cantar, rir...

    Acho que depois do luto, depois de me despir do que não me servia mais, tá na hora de fazer... aquilo que eu QUISER!

    Bora começar.



    Escrito por Tamires E. Viana às 00h12
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    Justiça

    "Você vende uma casa, depois de ter morado nela durante anos; você a conhece necessariamente melhor do que qualquer comprador possível. Mas a justiça é, então, informar o eventual comprador acerca de qualquer defeito, aparente ou não, que possa existir nela, e mesmo, embora a lei não obrigue a tanto, acerca de algum problema com a vizinhança. E, sem dúvida, nem todos nós fazemos isso, nem sempre, nem completamente. Mas quem não vê que seria justo fazê-lo e que somos injustos não o fazendo? Um comprador se apresenta, você lhe mostra a casa. Deverá dizer-lhe que o vizinho é um bêbado que berra depois da meia-noite? Que as paredes são úmidas no inverno? Que o madeiramento está comido pelo cupim? A lei pode ordenar essa informação ou ignorar o problema, conforme os casos; mas a justiça sempre manda fazê-lo.

    Dir-se-á que seria difícil, com tais exigências, ou pouco vantajoso, vender casas… Pode ser. Mas onde se viu a justiça ser fácil e vantajosa? Só o é para quem a recebe ou dela beneficia, e melhor para ele; mas só é uma virtude em quem a pratica ou a faz.

    Devemos então renunciar a nosso próprio interesse? Claro que não. Mas devemos submetê-lo à justiça, e não o contrário. Senão? Senão, contente-se com ser rico, responde Alain, e não tente ainda por cima ser justo." (Comte-Sponville)



    Escrito por Tamires E. Viana às 00h46
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    Foi por pouco...

    Por muito pouco...

    Peguei aquela caixa nas mãos, segurei todas aquelas lembranças aquelas promessas nas mãos.

    Abri a caixa, olhei bem para cada envelope... quantas cartas tem alí... Mais de cinquenta com certeza... Quantas lembranças? Mais de 300...

    Peguei um daqueles cartões nas mãos, comecei a ler, parei na 3a palavra. Fechei a caixa.

    Relembrar é viver. Não quero reviver o sonho, nem o pesadelo.

    Joguei aquelas 300 lembranças dentro de uma velha caixa, num lugar distante do olhos, e te coloquei distante do meu coração.

    Já estou nua, me despi de você.

    Pronta para me vestir novamente.



    Escrito por Tamires E. Viana às 00h13
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    Isso é um grito só meu

     

    Isso não é uma conversa, aliás se for pra ser algo parecido com uma conversa, pode ser uma coisa sim. O fim dela. As palavras finais.

    -----------------------------------------------------

    Não, eu não quero mais você escolhendo tudo na minha vida. Mesmo distante ditando as minhas regras.

    Meus filmes, minhas músicas, meus livros, minhas roupas, minhas palavras.... Chegou a hora de escolher eu mesma os meu brilhos, os meus sons, os meus risos.....

    Estou me despindo de você!

    Eu era cru, uma folha de papel branco, quase virgem quando você surgiu...

    E você coloriu ao seu modo, como achou que deveria/gostaria.

    E essas cores não são minhas, entende? Essas música, esses livros, esses gestos... não são meus.

    Tô virando a folha, vou me colorir sozinha, cor por cor, vou testando, fazendo uma flor, um sol, um passáro.... conforme a vontade mandar.

    Se achar que alguma coisa das cores antigas cabe, eu uso, mas vai ter outra cara, vai ter outra forma, vai se parecer com o vento, não com um quarto escuro.

    Vai ter o som da risada de uma criança, não o som de blues....

    Por que a minha vida será assim. COLORIDA. Por que eu quero assim.

    Chega de preto, quero saber é de deixar a luz entrar!

     



    Escrito por Tamires E. Viana às 04h07
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    Baú

    Composição: Vanessa da Mata

    Sabe de uma coisa Seu,
    Vou lhe jogar no meu baú,
    Vivo e mágico,
    Com as coisas boas que tem lá,

    Os meus desenhos herméticos
    As palavras de Da Lai Lama
    Quem sabe você adora
    Quem sabe se transformará

    Meu bauzinho de memória
    Os meus livrinhos de receita
    Quem sabe se sensibiliza
    Quem sabe se transformará

    Vamos seguindo acordando cedo
    Você só reclama não age
    Você fica dormindo à tarde
    E tudo vai dando nos nervos


    Vamos seguindo acordando cedo
    Você só reclama não age
    Você fica dormindo à tarde
    Sabe de uma coisa Seu
    Vou lhe jogar no meu baú
    Vivo e mágico
    Com as coisas boas que tem lá

    Os meus desenhos herméticos
    As palavras de Da Lai Lama
    Quem sabe você adora
    Quem sabe se transformará

    Meu bauzinho de memória
    Os meus livrinhos de receita
    Quem sabe se sensibiliza
    Quem sabe se transformará

    Vamos seguindo acordando cedo
    Você só reclama não age
    Você fica dormindo à tarde
    E tudo vai dando nos nervos

    Vamos seguindo acordando cedo
    Você só reclama não age
    Você fica dormindo à tarde
    E tudo vai dando nos nervos

    Não corre atrás das suas coisas
    Vive aqui choramingando
    Todos já foram embora
    Você só sabe reclamar

    A voz doce de João
    Amansará sua revolta
    A comida de Dona Vantina
    Quem sabe se transformará

    Rancoroso com raiva de tudo
    Do fulano com seu carro novo
    Não vê que ele trabalhou muito
    Você pode se esforçar

    Pois vamos seguindo acordando cedo
    Você só reclama não age
    Você fica dormindo à tarde
    E tudo vai dando nos nervos

    Vamos seguindo acordando cedo
    Você só reclama não age
    Você fica dormindo à tarde
    E tudo vai dando nos nervos



    Escrito por Tamires E. Viana às 03h04
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    [2] - Re-post

    Vai embora!

    Caralho já não gritei para que você fosse embora fantasma?
    Já não te exorcisei? Já não passei agua benta pela casa toda?
    Já não estou carregando uma cruz para me proteger de você, e para que você não chegue perto?
    Então me larga encosto. 

    ---------------------------------------------------

    Me peguei visitando certos espaços, aqueles em que a gente visita quando por um momento larga de manter a cabeça ocupada. Por que eu ainda faço isso?

    Por que que as pessoas fazem isso? Juro, não tenho a menor idéia. Sabe, mesmo quando não há motivo-para-ação ?

    Começo a pensar no que eu preciso, o que devo fazer... E o pior é que eu sei muito bem o que eu devo fazer, e não faço.

    ...é exorcismo é algo que dá muiiito trabalho, e dificilmente acontece na primeira tentativa.



    Escrito por Tamires E. Viana às 02h46
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    Diário Proibido

    Este é o nome do filme que me fez reviver todo o horror que vivi tempos atrás.

    Depois desta ultima sexta-feira, cheguei a algumas conclusões, em arte, cada um enxerga e valoriza o que lhe convém.

    Neste filme, a maioria comentava: É só uma série de cenas de sexo gratuitas.

    Porr# e o filme tem taaaanta coisa, tanta coisa.

    Fala de relacionamento, de liberdade, de libertação, de solidão, de desejo...

    As cenas estão vivas do lado de cá. Se confundem muito com as cenas vivenciadas por mim.

    Como diz uma amiga, relembrar é viver, e eu revivi dias de completo horror gratuito (por que esse, que a personagem vive no filme, e que eu vivi, não precisavam ter acontecido, ambos fruto de algo completamente doentio).

    Sabe quando você olha para uma situação e grita: NÃO É ISSO QUE EU QUERO PARA MIM!!!

    Nunca mais. Eu prometi para mim mesma que NUNCA MAIS vou viver aquilo. Eu não mereci viver, e não mereço viver nunca mais.

    Respeito. Só precisa disso. Respeito por mim e pelo outro.

    [Sei que parece vago o que escrevi, mas como é relacionado com o meu sentir, não precisa fazer sentido, tem apenas que sair, ser exorcizado de alguma forma.]



    Escrito por Tamires E. Viana às 01h13
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    Não me venha com nada morno, por favor!

    Aquela conversa mole, as atitudes previsíveis, aquele tentar agradar irritante... Tudo certinho, tudo no lugar, tudo devagar, tudo morno, tudo tão chato!

    Quero mais que isso! Sabe frio na barriga? Coração disparado? É tão bom sentir essas coisas... tão bom me sentir viva. Me atrever a viver ao meu modo.

    Ter a cabeça cheia, e sair por aí pra esvaziar... Andar, ouvir a cidade.



    Escrito por Tamires E. Viana às 01h04
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    Pitada culinária...

    "Devia ser só prazer, não devia? Aquele prazer antegozado de planejar, comprar e cozinhar; o prazer do próprio ato quando comemos entre amigos; depois, o prazer da lembrança satisfeita, sem excessos de cumprimentos a si mesmo. Mas como é raro acontecer assim. É muito frequente a alta ansiedade destruir os prazeres da expectativa, a bebida meio que destrói o momento em si, e uma espécie de ressaca faz-nos parecer que o ato de lavar a louça continua se reproduzindo por trás de nós diminuindo nossas lembranças." (Julian Barnes - O Pedante na Cozinha)



    Escrito por Tamires E. Viana às 23h42
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    Mônica. Impecável.

    - Melodia Sentimental - Heitor Villa Lobos
    - Samba Erudito - Paulo Vanzolini
    - Lábios que Beijei - J. Cascata / Leonel Azevedo
    - Ciranda da Bailarina - Edu Lobo / Chico Buarque
    - Construção - Chico Buarque
    - Veranico de Maio - Nelson Ayres
    - Noite - Nelson Ayres
    - Minha Palhoça - J. Cascata
    - Véspera de Natal - Adoniran Barbosa
    - Casamento de Negros - Violeta Parra
    - Derradeira Primavera - A.C. Jobim / Vinícius de Moraes
    - Camisa Amarela - Ary Barroso
    - A História de Lily Braun - Edu Lobo / Chico Buarque

    E para fechar.... Beatriz e Trem das onze.

    Destaque para Veranico de Maio - fantástico!!!! Inexplicável - Afinal uma música instrumental não pode ser traduzida em palavras.

    E para: 

    Derradeira Primavera (Composição: Antonio Carlos Jobim / Vinicius de Moraes) - Quase me fez chorar.

    Põe a mão na minha mão 
    Só nos resta uma canção 
    Vamos, volta, o mais é dor 
    Ouve só uma vez mais 
    A última vez, a última voz 
    A voz de um trovador 

    Fecha os olhos devagar 
    Vem e chora comigo 
    O tempo que o amor não nos deu 
    Toda a infinita espera 
    O que não foi só teu e meu 
    Nessa derradeira primavera

     

    Destaque também para: 

    Camisa Amarela (Composição: Ary Barroso) - Trouxe sorrisos

    Gosto dele assim, passou a brincadeira, e ele é pra mim...

    Encontrei o meu pedaço na avenida de camisa amarela
    Cantando a Florisbela, oi, a Florisbela
    Convidei-o a voltar pra casa em minha companhia
    Exibiu-me um sorriso de ironia
    Desapareceu no turbilhão da galeria

    Não estava nada bom, o meu pedaço na verdade
    Estava bem mamado, bem chumbado, atravessado
    Foi por aí cambaleando se acabando num cordão
    Com um reco-reco na mão

    Depois o encontrei num café zurrapa do Largo da Lapa
    Folião de raça bebendo o quinto gole de cachaça
    Isso não é chalaça!

    Voltou às quatro horas da manhã mas só na quarta-feira
    Cantando "A jardineira", oi, "A jardineira"
    Me pediu ainda zonzo um copo dÂ’água com bicarbonato
    Meu pedaço estava ruim de fato pois caiu na cama e não tirou nem o sapato

    Roncou uma semana
    Despertou mal-humorado
    Quis brigar comigo
    Que perigo, mas não ligo!

    O meu pedaço me domina
    Me fascina, ele é o tal
    Por isso não levo mal
    Pegou a camisa, a camisa Amarela botou fogo nela
    Gosto dele assim
    Passou a brincadeira e ele é pra mim, meu senhor do bomfim

    Gosto dele assim
    Passou a brincadeira e ele é pra mim

    E a outra - Veranico de Maio



    Escrito por Tamires E. Viana às 23h13
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