BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, REPUBLICA, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, Gastronomia, Música

 

   

    Cultura por menos do que você pensa
  Artigo na Microsoft
  BabelFish - Tradutor
  Google
  Click Árvore
  Blog do Fernando - Fábulas e Delírios
  Blog do André Anti - Poesia Errada
  Blog da Sônia - A Letreira
  Artigo na Microsoft 2 - Washington


 

 
     

       

       


     
     
    Andando por todos os cantos...



    Casa Nova

    Já mudei de casa muitas vezes, e sempre é diferente. Sempre dá frio na barriga.
    A gente pesquisa a vizinhança vê se é tranquila, se o bairro tem de tudo por perto, se é seguro...
    Semana passada 'me mudei' mais uma vez. E como me faz bem mudar de 'casa' de ares, de objetivos, de sonhos.
    Não existe seguro pra vida por este ângulo, ninguém tem, a gente procura se precaver, ter certeza que o chão que a gente vai pisar é firme, mas nunca dá pra ter certeza.

    Sabe quando você vive algo que você ajuda a construir? Que você vê crescer? Acho que vai ser assim, mais uma mão, mais um coração escrevendo essa história.



    Escrito por Tamires E. Viana às 23h03
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




    =]

    Meu dia fugiu do lugar-comum. Como costumam ser os meus últimos dias de férias. Já está virando costume. (O bom é que são sempre boas novas)
    Aquilo que ouvi hoje foi bom, me fez bem ao ego, sabe quando a gente sente que é um bocadinho especial? Que as pessoas vêem aquilo que fazemos? Que todo o esforço é reconhecido?
    Hoje foi assim. Claro que o dia não foi feito apenas de pontos positivos. Houve saia-justa, mas isso faz parte não? Vem com o pacote que a gente aceita (brinde?).
    Ainda não é o mundo ideal, mas como diz uma amiga, o mundo ideal não é o mundo real. Leia-se: ainda.
    Sei que terei MUITO desafio pela frente. Muito trabalho, muitas coisas para aprender, muitas coisas para construir, incluindo o lado romântico, claro, se assim não fosse não teria a minha assinatura. Por que eu ainda acredito no idealismo, nos sonhos, nas pessoas, no mundo melhor. E eu não consigo fazer nada, se esta não for a tônica, construir um mundo melhor.

    Estou com um sorriso irrefreável hoje. Não adianta, ninguém tira isso de mim.

    Alegre



    Escrito por Tamires E. Viana às 20h52
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




    Jogos Cooperativos - Trabalho colaborativo

    Rubem Alves é um autor de quem eu particularmente gosto muito. Estou frente a encarar um novo desafio. E de férias, portanto lendo todos os livros que ficaram parados na lista do "to do" durante todo o ano que se passou. Dele não li nenhum livro recentemente, mas encontrei muitos artigos muito bons, já postei aqui anteriormente um texto em que ele fala sobre aprender... que é fantástico.

    Hoje venho falar um pouco sobre colaboração, cooperação... Apesar de ainda vivermos num mundo onde tudo que quererm é vencer e vencer ainda mais, eu venho propor a colaboração. Por que se todos nós quiséssemos ganhar juntos, todos poderíamos ganhar. Em prol do todo e não apenas do uno.

    Para inspirar uma manhã de domingo que começou ensolarada e ao som da maravilhosa Peggy Lee (I got it Bad)

    Neste texto ele fala de casamento e cita dois tipos, o tênis e o frescobol, mas vale pra tudo, não apenas para o casamento.

    Extrai um trecho do texto (que se encontra na íntegra abaixo) para servir de prova, como um pequeno pedaço do mais delicioso chocolate que nos é oferecido pela promotora no supermercado e que desejamos tanto que fosse maior...

    "Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir sua cortada palavra muito sugestiva - que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro. 

    O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolve-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos... "

    Tenho aqui mais algumas coisas muito interessantes sobre trabalho colaborativo de outros autores, encontrei tudo através do Fabio Otuzi Brotto ( http://jogoscooperativosefe.ning.com ) fantástico autor que um dia me apresentou o Clips de maneira genial! Mas depois coloco aqui, hoje apenas Peggy Lee e Rubem Alves já conseguiram ganhar o dia! Um ótimo domingo à todos.

     

    -------------------------------------------------------------------------------------------------------------

    Tênis e Frescobol 
    Rubem Alves 

    Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos 

    [relacionamentos] são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os 

    casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de 

    raiva e ressentimentos e terminam sempre mal.  

    Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter 

    vida longa. Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzche, 

    com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: 

     

    "Ao pensar sobre a possibilidade do casamento, cada um deveria se fazer a 

    seguinte pergunta: 'Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta 

    pessoa até sua velhice?' 

    Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são 

    aquelas construídas sobre a arte de conversar." 

     

    Scheherazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da 

    cama são sempre decapitados pela manha, e terminam em separação, pois os 

    prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no 

    filme “O Império dos Sentidos”. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e 

    o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da 

    palavra: começava uma longa conversa sem fim, que deveria durar mil e uma 

    noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A 

    música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o 

    amor que ressuscita sempre, depois de morrer. 

    Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as 

    palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, 

    fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: "Eu te amo...". 

    Barthes advertia: "Passada a primeira confissão, 'eu te amo' não quer dizer mais 

    nada." 

    É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez 

    anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: 

    "Erótica é a alma". 

    O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se 

    revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis 

    para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto 

    fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir sua cortada 

    palavra muito sugestiva - que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, 

    interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no 

    momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado 

    fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro. 

    O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma 

    bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se 

    a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço 

    do mundo para devolve-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. 

    Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois 

    ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - 

    pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como 

    ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o 

    gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas, e 

    o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: 

    começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos... 

    A bola: são nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. 

    Conversar é ficar batendo sonho prá lá, sonho prá cá... 

    Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera 

    do momento certo para a cortada. Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para 

    destruí- lo, arrebenta-lo, como bolha de sabão... 

    O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. 

    Aqui, quem ganha sempre perde. 

     

    Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser 

    preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom 

    ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de 

    sabão do outro voem livres. 

     

    Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha, para que os dois ganhem. E 

    se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca 

    tenha fim... 

     



    Escrito por Tamires E. Viana às 13h01
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




    JURAMENTO DO COZINHEIRO:

    Prometo no exercício da profissão de cozinheiro fazer uma cozinha que convida, aconchega, acolhe as pessoas e que nunca exclui ninguém.

    Prometo ter prazer de servir tudo o que faço na cozinha com o mesmo prazer que tenho em cozinhar.

    Prometo fazer sempre mais com menos e de menos fazer sempre mais com o que eu tiver em mãos.

    Prometo respeitar todos os ingredientes que a mãe natureza me oferece, pois também faço parte dela.

    Prometo fazer petiscos e entradas fartos de alegria, pratos quentes repletos de felicidade e sobremesas recheadas de carinho.

    Prometo sempre cozinhar para dar prazer a nossas vidas, e com isso compensar todas as nossas perdas.

    Prometo fazer uma comida sempre bonita, mas principalmente saborosa.

    Prometo manter minha faca sempre afiada, a chapa quente, o caldo fervendo e o coração tranquilo na medida do possível.

    Prometo ser leal e verdadeiro com meus chefes e clientes, mas acima de tudo ser leal e verdadeiro comigo mesmo.

    E também prometo fazer sempre o meu trabalho com emoção e perfeição, para que um dia quem sabe alcançar a transcendência de ser um verdadeiro chef de cozinha.

    Que assim seja.



    Escrito por Tamires E. Viana às 00h30
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




    Uma semana em silêncio

    Acho que eu devia passar uma semana sem falar nenhuma palavra.
    Esta semana minha boca já falou mais do que devia, magoou muita gente, falou coisas que as pessoas não queriam ouvir. Foi honesta demais. Machucou pessoas.
    Foi destrutiva. Para tentar compensar o excesso da semana, Uma semana de silêncio para equilibrar.
    Sem falar nenhuma palavra.



    Escrito por Tamires E. Viana às 00h46
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




    Trecho do livro "O caminho do guerreiro pacífico" - Dan Milman

    Acordem! Acordem! Logo esse que você acha que é morrerá; por isso, acorde e alegre-se por saber disso". "Não há necessidade de busca; a realização não leva a parte alguma. Não faz diferença; portanto, seja feliz agora! O amor é a única realidade do mundo, porque tudo é UM, sabe? E as únicas leis são o paradoxo, o senso de humor e a mudança. Não existe problema, nunca existiu e jamais existirá. Abandone a sua luta, livre-se da mente, jogue fora suas preocupações e relaxe no mundo. Não é preciso resistir à vida; basta fazer o melhor. Abra os olhos e veja que você é muito mais do que imagina. Você é o mundo, você é o universo; você é você e todo o mundo também! Tudo é o maravilhoso Jogo de Deus. Acorde, recupere o humor. Não se preocupe, apenas seja feliz. Você já é livre."

    pag. 210-211



    Escrito por Tamires E. Viana às 07h36
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




    Pode parecer texto de auto-ajuda, mas não deixa de ser bonito:

     

    "Decidi Triunfar...

    E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar...

    Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.

    Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.

    Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.

    Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.

    Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.

    Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de superá-las.

    Naquele dia, descobri que eu não era o melhor E que talvez eu nunca tenha sido.

    Deixei de me importar com quem ganha ou perde.

    Agora, me importa simplesmente saber melhor o que fazer.

    Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.

    Aprendi que o melhor triunfo que posso ter é ter o direito de chamar a alguém de "Amigo".

    Descobri que o amor é mais que um simples estado e enamoramento, "o amor é uma filosofia de vida".

    Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser a minha própria tênue luz deste presente.

    Aprendi que de nada serve ser luz se não vai iluminar o caminho dos demais.

    Naquele dia, decidi trocar tantas coisas...

    Naquele dia, aprendi que os sonhos são somente para fazer-se realidade.

    E desde aquele dia já não durmo para descansar...

    Agora simplesmente durmo para sonhar."



    Escrito por Tamires E. Viana às 12h20
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




    Para Jager Vargas, ou Jady, mas só para os intimos (saudades dessa que vive num reino tão tão distante...

    Alguns 5 anos atrás fiz amizade com uma moça que amava esse texto, para ela era cartilha para a vida. Cada palavra desse texto possuía especial peso.
    Hoje, logo após constatar que "não importa, o quanto você se importa, algumas pessoas simplesmente não se importam."
    Me lembrei desse texto, e dela que é alguém capaz de iluminar uma sala, arrancar um sorriso do mais rabugento do seres. E é assim, única, não só no DNA, mas no jeito de encarar a vida e provar que mesmo após uma luta física com o próprio coração é possível levar uma vida maravilhosa. Por que no fim das contas é a forma como a gente leva a vida que faz a diferença. Por isso este post é para ela que mesmo morando no reino tão tão distante, faz sorrir uma casa inteira aqui no Brasil.
    Jady, obrigada por fazer parte da minha história, e mesmo estando distante sei que tenho uma amiga ainda muito presente.

    "Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, que companhia nem sempre significa segurança, e começa a aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas

    Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança; aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

    Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo, e aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais, e descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida; aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida, e que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que eles mudam; percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

    Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos

    Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influências sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve compará-los com os outros, mas com o melhor que podem ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde se está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que ou você controla seus atos, ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.

    Descobre que algumas vezes a, pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se; aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou; aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha; aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens; poucas coisas são tão humilhantes... e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

    Aprende que quando se está com raiva se tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém; algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores, e você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.

    Descobre que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."

    William Shakespeare



    Escrito por Tamires E. Viana às 21h20
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




    Hoje toda gente se trata por tu.

    Hoje Toda a Gente se Trata por Tu

     

    Hoje toda a gente se trata por tu, já deves ter reparado, é uma forma despachada e falsamente confidencial. Eu não gosto, por que é inconveniente... Acho que quando duas pessoas se esti mam devem tratar-se por você, é uma forma que revela civilidade e respeito pelo outro. E além disso marca aquela distância necessária para exprimirmos mutuamente que apesar de nos conhecermos bem, intimamente, até, e de sabermos os nossos respectivos segredos, continuamos a fazer de conta que não, que não sabemos certas coisas, e fazemo-lo para que o outro se sinta mais à-vontade, como quando alguém te confessou uma coisa importante que não diria a ninguém, mas era como se estivesses distraído, claro que não é bem assim, ouviste-o com muita aten ção, mas... lá está, é como se já não estivesses a pensar nisso, guardaste aquilo num compartimento secreto do teu coração e fechaste-o à chave... 

    António Tabucchi, in 'Tristano Morre'



    Escrito por Tamires E. Viana às 22h35
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




    Cabide!

    E se eu fingir e sair por ai na noitada
    Me acabando de rir
    E se eu disser que não digo, e não ligo, e que fico
    E que só vou aprontar
    É que eu sambo direitinho, assim bem miudinho,
    Cê não sabe acompanhar
    Vou arrancar sua saia e pôr no meu cabide só pra pendurar
    Quero ver se você tem atitude
    E se vai encarar

    E se eu sumir dos lugares, dos bares, esquinas
    E ninguém me encontrar
    E se me virem sambando até de madrugada
    E você for até lá
    É que eu mando direitinho assim bem miudinho,
    Sei que você vai gostar
    Vou arrancar sua blusa e pôr no meu cabide só pra pendurar
    Quero ver se você tem atitude e se vai me encarar

    Chega de fazer fumaça, de contar vantagem
    Quero ver chegar junto pra me juntar
    Me fazer sentir mais viva
    Me apertar o corpo e a alma
    Me fazendo suar
    Quero beijos sem tréguas
    Quero sete mil léguas sem descansar
    Quero ver se você tem atitude e se vai me encarar.



    Escrito por Tamires E. Viana às 23h11
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




    Hoje acordei querendo conversar comigo mesma, então isso hoje vai render um papo...

    Sempre que um ano se acaba a gente fica recordando das coisas que viveu, dos dias passados e do que queremos para o futuro...
Mania besta de querer se antecipar à vida.
Mas eu pelo menos sou assim, não tem muito jeito.
2009 foi um ano bom para mim, vivi MUITA coisa, conquistei outras tantas, se fosse para intitular o ano colocaria o título de "Ano das conquistas profissionais".
Por que neste aspecto, não posso negar, foi muito bom para mim, é claro que em alguns outros não posso dizer o mesmo, mas a vida é cheia disso não? Altos e baixos... Não fui menos feliz decerto, mas se a gente quantificar conquistas, fica mais fácil exemplificar. Suponhamos que eu tenha tido 100 conquistas ao longo de 2009, 90 dessas conquistas foram profissionais, não foi algo "equilibrado" em várias áreas entende? Assim como 2008 para mim foi um ano muito mais emocional do que qualquer outra coisa. Não, não são só conquistas emocionais que faltam, faltam conquistas pessoais, acadêmicas (principalmente), de saúde, de amizade, de um mundo melhor até.
Não sei bem o que será de 2010, algumas coisas são um tanto nebulosas para mim. Vejo algumas coisas como mais "urgentes" que outras, sinto uma necessidade enorme em resolver 2 ou 3 aspectos.
As vezes acho que devo ter calma, depois acho que tenho que resolver logo.
Sei que qualquer decisão deve partir de mim, mas confesso que está difícil decidir... Aliás... BEM difícil, sabe quando você sente que nunca tomou uma decisão tão difícil? Estou assim.

    Sabe qual a minha vontade as vezes? Não tomar decisão nenhuma, apenas viver e deixar que a vida fosse me levando... Fazer outras coisas. Sei que esse tipo de vontade é fuga. E que fugir não adianta.

    Tive uma conversa com um amigo por esses dias e ele me disse: "Você pode fazer tudo! Tem o mundo nas mãos, é só escolher o que você quer..."

    Parece ironia, mas acho que quanto mais opções a gente tem, mais difícil é a decisão a ser tomada. Aí vem essa pane, essa vontade de não fazer nenhuma das opções, renegar. risos. Fugas... ai, ai.

    Na minha busca por respostas encontrei alguns textos, gostei do trecho a seguir "Realizar escolhas não é tarefa fácil. Mesmo quando uma escolha parece simples e corriqueira, ainda assim o processo é complexo. Porque escolher significa abrir mão de uma série de outras possibilidades não escolhidas; escolher implica na elaboração de um luto."

     

    Três Coisas

    (Fernando Sabino)

    De tudo ficaram três coisas:

    A certeza de que estamos começando,

    A certeza de que é preciso continuar e

    A certeza de que podemos ser interrompidos 

    antes de terminar.

    Fazer da interrupção um caminho novo,

    Fazer da queda um passo de dança,

    Do medo uma escola,

    Do sonho uma ponte,

    Da procura um encontro.

    E assim terá valido a pena existir. 



    Escrito por Tamires E. Viana às 22h27
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




    Até quando?

    Senti uma vontade irrefreável de vir até este espaço hoje.

    Até quando vou permitir que ele afete a minha vida, que me deixe pensando nele e planejando situações para encontrá-lo e mostrar como estou bem, conversar com ele, acho que ainda sobra aquele desejo oculto de que ele volte correndo e diga: errei, você é a mulher da minha vida. Mesmo sabendo que eu não sou! E que ele definitivamente não é o homem da minha vida!

    Acho que preciso seguir os conselhos do Fê: "Nada como um novo amor para esquecer um velho amor..."

    Quem dera fosse simples assim, virar um botão... Não é. E sei também que não é simples por que eu complico. Mas aí alguém podera perguntar: Se você sabe de tudo isso, por que você ainda sofre? Por que eu devo gostar de sofrer, não é possível.

     

     



    Escrito por Tamires E. Viana às 23h32
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




    Só por essa noite.

    Hoje eu quero sair só. Se você quer me seguir não é seguro, vem ca me deixa fugir prum quarto escuro. Eu não posso ficar, me beija a boca... Já deu minha hora e eu tenho que ir pra rua! (minha versão para a música abaixo).

     

    Se você quer me seguir

    Não é seguro

    Você não quer me trancar
    Num quarto escuro
    Às vezes parece até
    Que a gente deu um nó
    Hoje eu quero sair só...

    Você não vai me acertar
    À queima-roupa
    Vem cá, me deixa fugir
    Me beija a bôca
    Às vezes parece até
    Que a gente deu um nó
    Hoje eu quero sair só...

    Não demora eu tô de volta
    (Tchau!)
    Vai ver se eu tô lá na esquina
    Devo estar!
    (Tchau!)
    Já deu minha hora
    E eu não posso ficar
    (Tchau!)
    A lua me chama
    Eu tenho que ir prá rua
    (Tchau!)
    A lua me chama
    Eu tenho que ir prá rua...

    Hoje eu quero sair só!

    Não demora eu tô de volta.



    Escrito por Tamires E. Viana às 19h45
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




    Poucas Palavras.

    Por que é que a gente se preocupa tanto com algumas coisas em algumas situações

    Como agir, como falar, como reagir.

    Semana passada levei 4 horas para elaborar um sms. Mas depois de redigido tive certeza de que foi impecável.

    Por que essa preocupação com a perfeição? Com ficar dentro da linha, com não errar?

    Nesta situação em que eu vivi especificamente, foi parte de uma estratégia, e as estratégias sempre são em prol de um objetivo. Por conta de algo que a gente quer conseguir/conquistar.

    Acho que por isso a busca por perfeição... Para chegar onde se quer. Só fico me perguntando qual o mal da imperfeição? Se tudo não passa de prefixo, por que é que a gente não pode chegar onde deseja sendo imperfeito, cometendo erros...

    Bom, hoje é feriado, dia de sol, dia de estar com os bem quistos! Vamos então ao #Feriadocomasamigas

     

     

     



    Escrito por Tamires E. Viana às 16h13
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




    Aviso aos tripulantes: O piloto enlouqueceu.

    Essa frase me veio como memória de uma reportagem que mostrava que piloto e co-piloto esqueceram de pousar o avião, 1h passada do local de destino os comissários avisaram os pilotos.

    O mundo tá mesmo perdido.



    Escrito por Tamires E. Viana às 14h27
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





    [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]